quarta-feira, 8 de junho de 2016

Acampamento Harpista



Por um tempo o grupo permaneceu sem notícias de Buran, além da informação dada pela assassina drow de que ele havia sido capturado e levado para algum lugar. Uma nova pista surgiu quando uma das informantes feéricas de Targen, a ninfa Faelieth, reportou ter visto um grupo de drows levando prisioneiros em direção à Corte Élfica. 

Veszyr, que há tempos não estabelecia contato, os alcança durante a noite de 30 Eleasias. Ele diz que estava procurando por uma pessoa e que finalmente a encontrou. O elfo negro convida o grupo para conhecê­-la em um acampamento fora da cidade, e diz que lá há algumas pessoas que gostariam de falar com eles.

Ao chegar, surpreendem-se ao encontrar uma trupe de artistas drow, que cantam e dançam em torno de uma fogueira. Entre os participantes está também o harpista mascarado que liderava o Circo do Triunfo. Em vez de estar acompanhado do gnomo e da dançarina, ele está ao lado de uma mulher humana de longos cabelos prateados que vão até os joelhos. Até então essa mulher não tirou os olhos de Lira. A líder do grupo, G'eldolin Ilalaulur, sacerdotiza de Eilistraee, é uma figura absolutamente gentil e encantadora. Ela os convida a participar da festa.

Existe um forte clima de paz que seria impossível experimentar em uma taverna com a cidade na sua atual situação. Quando as coisas se acalmam. Vocês se sentam com G'eldolin para conversar.

DAVOS: *sussurrando para Kevan* Davos quer saber se existe alguma razão do porque ainda carregamos o espadachim bêbado?

KEVAN: *sussurrando de volta, sorrindo* já não éramos o grupo mais coerente antes, pra início de conversa, não é? *Olha para Ito dançando de forma efusiva, com seus movimentos estranhos, atraindo o olhar da maioria das pessoas ao redor. Franze as sobrancelhas, algo constrangido* não que ele esteja fazendo muito esforço para se aclimatizar...

KEVAN: Entendo pouco sobre a motivação dele até agora, mas ele lutou ao nosso lado, se colocando em risco quando não precisaria disso. E certamente é bom com uma espada. Acho que não podemos exatamente recusar ajuda, não é?

DAVOS: *grunhe enquanto ajeita seu novo par de óculos* Humanos...

ITO: fera, bruxo, vamos dançar

KEVAN: *Rindo* não, err...*empurra delicadamente Davos na direção de Ito, e se afasta imediatamente, procurando Lira*

DAVOS: *Davos vê Kevan caminhando para longe e uma veia salta levemente em sua testa* Davos rejeita o convite. *Davos se vira e caminha para perto de seus animais*.

ITO: O que há com vocês? Eu os vi e logo apareceu um demônio e outras coisas. Achei que fosse um bom agouro.

Lira reconhece a mulher de cabelos prateados como Storm Mão Argentea. Ela é uma barda muito famosa no Vale das Sombras e a filha adotiva do mago Elminster Aumar. Enquanto o grupo conversa conversam, Storm se junta ao grupo de drows e começa uma nova canção. 

LIRA: *ainda em choque com aquela visão, murmura como que para si mesma: Eu a conheço. Não pode ser. E fica como que enfeitiçada pela alta mulher que se destacava entre os drows *puxa o glaur e tenta acompanhar a música*

Lira começa a tocar seu glaur, animando mais o acampamento e de certa forma chamando ainda mais a atenção de Storm. Percebendo como Lira ignora a pergunta de Ito, o artista mascarado se aproxima do jovem. 

HARPISTA: Não fique chateado com sua amiga por isso *sua voz andrógina, um tanto cômica e ao mesmo tempo madura, soa abafada por detrás da máscara branca e sem expressão*. Storm geralmente causa esse fascínio, mesmo se estiver vestida com um corselete de couro enlameado. Por outro lado...eu estou bastante curioso sobre você. Deixe eu me apresentar: meu nome é Charis Valence. Sou um harpista, um viajante e um colecionador de personas, dentre outras coisas. E você é?

Ito percebe que ele carrega várias máscaras amarradas na cintura, e armas de diferentes tipos ­ dentre elas uma cimitarra, um cajado de mago, adagas, um arco e uma katana. 

ITO: Eu sou Ito. Eu fugi de casa, como você arrumou uma dessas? 

CHARIS: Eu já visitei uma terra chamada de Kara­Tur, e nela o reino de Shou Lung. Visitei a cidade de Pinchow, e alguns outros lugares...ah mas como eu queria ter visto a Cidade Impossível dos Domos de Prata! Enfim, lá encontrei os guerreiros "samurai", e aprendi uma coisa ou outra. *ri, apontando para a katana e para uma máscara shogun vermelha em sua cintura*

CHARIS: Tenho quase certeza de que você também vem dessa terra tão distante...mas ainda assim...tem alguma coisa diferente sobre seu estilo, mas não sei o que...

ITO: Uau! Esteve perto da minha casa. Moro em uma região afastada, meus pais tem seu próprio... Estilo de vida, e séquito... Bom, meu pai inventou o estilo dele olhando uma gravura na parede. Então, não tem muita coisa parecida por aí.

CHARIS: Incrível! Escuta, Storm tem assuntos a tratar com dua amiga. Então...o que você acha de um desafio?

ITO: Desafio aceito.

CHARIS: Perfeito! Quero ver sua técnica e seu estilo em um combate contra a técnica da minha máscara. Só preciso disso: ver. Se você me vencer fica com a máscara, certo?

ITO: O que a mascara fará por mim.

CHARIS: Eu mesmo fabriquei essas máscaras...não são objetos comuns. A máscara do shogun me permite imitar o estilo samurai...mas ela possui outras habilidades que para você seriam úteis. Bem, você vai ver.

Charis coloca a máscara vermelha com chifres, e seu próprio corpo parece mudar com consequência. Ele saca sua katana com uma habilidade bastante peculiar. Para um homem de faerun, seria um autêntico samurai. Para um guerreiro treinado como você, é uma imitação assustadoramente bem feita.

ITO: *sorri* Espero não te matar Charis.

Charis permanece em um sombrio silêncio, como se outra pessoa estivesse atrás da máscara agora. Ele ergue a katana acima da cabeça.

Charis fica parado como uma estátua, estudando a postura de Ito e antecipando o ataque. Ito desembainha sua espada e ataca com um único movimento veloz, mas Charis consegue ser ainda mais rápido e apara o golpe. Ito segue a ofensiva com uma sequência de cortes de todas as direções, mas Charis esquiva­se e bloqueia facilmente. Ito começa a ficar nervoso. Como aquilo seria possível?

Charis se afasta, olha para cima e respira pesadamente. Aproveitando­se da frustração de Ito e percebendo a oportunidade Charis ataca. Os olhos dele brilham com uma luz branca por detrás da máscara e seu corpo dissipa em uma fumaça negra. Em uma fração de segundo a nuvem se aproxima de Ito e Charis se materializa novamente. Com um golpe poderoso ele desarma o jovem, cuja katana é arremessada rodopiando, até cair fincada na terra alguns metros dali.

ITO: Eu tenho duas espadas.

CHARIS: Isso também é parte da sua técnica? *fala em Alto Shou, idioma da terra natal de Ito*

ITO: Kwan Yin você não vai ficar no meu caminho, eu faço minha sorte. (Com olhos vermelhos e ponto de herói).

Ito se torna mais agressivo e ataca furiosamente com sua segunda katana. Charis tem mais dificuldade em evitar os ataques e logo se vê em uma posição menos favorável do que antes. Após alguns golpes e aparadas, Ito e Charis se veem cruzando espadas. Assim que a música termina, Storm se aproxima de Lira batendo palmas. 

STORM: Impressionante. E não estou falando só da sua música. *sorri*.

STORM: Charis me falou da forma como você conduziu a crise em Vau Ashaben. Liderou seu grupo numa expedição, salvando um clérigo de Tyr. Se passou pela capitã da guarda. Assegurou a sobrevivência de Eryn Chival e retirou seu irmão erroneamente acusado da cadeia. Desmascarou dois conselheiros corruptos e revelou o segredo por trás dos ataques drow. Não há nada de comum sobre você e seu grupo. E agora te vendo pessoalmente percebo que Charis tinha razão.

LIRA: Eu me lembro da senhora. Eu a vi há quatro anos em Águas Profundas. Eu conheço cada uma de suas histórias. Sempre me perguntei se algum dia teria a chance de conversa contigo. Mas agora eu não sei o que dizer. Sei apenas que algo importante está para acontecer, como a vossa presença sugere

STORM: Hahaha...não fique tímida, acho que não combina com você. *sorri*. Para começar pode me chamar de Storm. Da mesma forma, ouvi histórias suas antes de te conhecer. Não acha isso curioso, Lira?

KEVAN: *Desde que se separou de Davos, tentava avistar Lira no meio de todos, enquanto bebia a curtos goles uma caneca de cerveja diluída com água para lhe dar coragem. Quando a avista enfim, tocando e cantando ao lado da imponente barda de cabelos prateados (algo familiar, mas não conseguiu associar a nenhum nome) parou e, como fizera muitas vezes antes sem ninguém perceber, apenas sorriu e soltou um suspiro.* Lira é o máximo...

KEVAN: *Algo lhe chamou a atenção, contudo, quanto a forma como Lira e a outra barda interagiam após a performance. Pareciam cativadas uma pela outra, e Lira parecia genuinamente admirada. Algo naquela cena o incomodou muito, e, sem saber exatamente o porque de início, se sentiu um grande idiota*

KEVAN: *falando baixo para si mesmo* Kevan, seu idiota... Quem você acha que é? *passa a procurar a bebida mais forte disponível no local, movido por uma súbita vontade*

LIRA: Não deve ter ouvido muita coisa, as coisas só começaram acontecer recentemente para mim. Mas nada que chegue aos pés dos seus feitos ou da Mãe ou Da Estrela do Mar. Enfim tenho um pouco de dúvida, algo que nunca senti antes. Eu não sei se tenho tamanho para isso tudo.

LIRA: o que quero dizer é. Essa situação aqui nos Vales, Myth Dranor, Netheril e Tilverton. Não acho que... Enfim... Não sei se dou conta. Tenho encontrado pessoas poderosas demais e tenho falhado mais do que o costume

LIRA: Pior, eu não me sinto confortável com a posição de liderança e tenho assumido isso o tempo inteiro. As vezes tenho vontade de me mandar como da outra vez

STORM: Você é muito jovem...e talvez só não tenha se dado conta da balada épica que o destino compôs para você. Do meu ponto de vista não vejo falhas nem miudezas. Só escuto um glorioso "crescendo", ainda aguardando para culminar em toda sua magnificência! *fala com uma empolgação quase musical* Vejo que poderia ser um poderoso harpejo na canção que venho compondo com meus companheiros.

STORM: Se já ouviu falar de mim certamente conhece os Harpistas. Gostaria que entendesse que sua atitude chamou nossa atenção.

STORM: É assim que nós, os Harpistas, agimos Lira. Entre a luz e as sombras, travando uma batalha silenciosa contra os tiranos, promovendo o bem, preservando a história e buscando o equilíbrio entre a natureza e a civilização.

STORM: Então, antes que o seus temores a afastem do seu caminho, entenda que existem outros que querem estar ao seu lado nessa luta. Você é uma líder nata, mas não está sozinha. O que quero dizer é que há um motivo para eu ter te convocado aqui: gostaria de oferecer a chance de se unir à nossa sociedade.

LIRA: O que eu tenho que fazer exatamente Storm para ser um Harpista? O que posso oferecer?

STORM: A resposta para ambas as suas perguntas é simples: continue fazendo o que tem feito. Nossa missão atual nos Vales envolve essa mesma situação contra a qual vocês tem lutado. Precisamos de um agente que seja capaz de ajudar a manter os Vales coesos e que possa confrontar essas ameaças quando necessário...Vocês já provaram ser capazes das duas coisas sozinhos. Agora, podemos lutar juntas contra esses inimigos. O que me diz? 

Enquanto isso, o duelo entre Ito e Charis ainda estava em curso, os dois espadachins com as katanas cruzadas. Charis resolve a disputa de força empurrando Ito e desfere dois golpes, que o jovem samurai apara com dificuldade, mas que o fazem perder sua guarda. Um terceiro golpe, contra um Ito desprotegido, é interrompido por Charis com a lâmina a menos de um centímetro da bochecha do samurai. Ito tem a impressão de sentir um filete de sangue escorrer pelo seu rosto.

CHARIS: Humpf...Sua técnica é interessante, mas não o suficiente para substituir a máscara do Shogun. *fala com uma voz grave no seu idioma e gargalha em seguida*

ITO: Tem coisas que você não é capaz de entender *Ito empurra a espada dele com a mão e se senta*. Sente aqui Charis

CHARIS: *retira a máscara, seu rosto pintado de branco e sua postura se tornando imediatamente mais amigáveis* Espero que o Shogun não o tenha ofendido...Ele pode ser um pouco arrogante as vezes. *coloca a máscara branca sem expressão e vai se sentar com Ito*

CHARIS: *ao se sentar, embainha a katana como um novato*

ITO: Ele foi arrogante, mas eu fui sabotado. As coisas nem sempre são o que parecem, como vc sabe bem. Poderes agem sobre nós, e escondem a força quando acham que devem esconder, e demonstram quando acham que devem demonstrar. De qualquer forma, mesmo com essa luta abaixo da média ­ nenhum de nós fez por merecer a altura do desafio... não sei se vc tem lembrança da luta, tem?

CHARIS: Ah sim, tenho! Cada máscara, cada persona é apenas uma expressão do mesmo artista.

CHARIS: Vamos fazer o seguinte: da próxima vez que me encontrar duelaremos de novo. Se sua técnica tiver se aprimorado, e você vencer o Shogun, fica com a máscara. Sua técnica parece bem rara e valiosa... Quem sabe um dia você derrotará até mesmo a máscara do Shinigami?

ITO: Até mesmo? Isso parece interessante.

CHARIS: *ri* Não se preocupe, ele não é tão arrogante quanto o Shogun.

ITO: Quanta confusão! A minha mãe costumava dizer que os fortes são fortes mesmo despidos. É estranho sua técnica de mascaras, qual é a verdadeira?

CHARIS: Eu te desafio a descobrir!

Ito levanta a máscara de Charis e rouba-­lhe um beijo. Ele consegue sentir a suspresa do mascarado nesse momento ­ milhares de sentimentos, personas e máscaras se condensando em uma só pessoa. Charis se afasta um pouco, inicialmente com uma expressão pouco assustada, mas logo ri ao ver Ito com o rosto manchado com o branco de sua maquiagem.

CHARIS: Me diga uma coisa...*segura o rosto de Ito, admirad­o* Eu estaria errado em achar  que VOCÊ também usa uma máscara?

ITO: A minha surpresa é não ter mascaras. Eu sou seu oposto. Isso o assusta? 

CHARIS: Bela antítese, mas não. Na verdade você me intriga. Não sei. Existe um alguma coisa em sua natureza que o faz assim, conciso e confuso. Ainda assim... *é interrompido por Storm, que faz um sinal chamando os dois para perto da fogueira* Acho que Storm quer falar com vocês. Vamos? * coloca sua máscara branca de volta e se levanta*

DAVOS: *Davos observa horrorizado todas aquelas cenas. Ele já estava desconfortado com as intrigas políticas, mas agora com o total colapso ébrio do grupo ele não faz ideia de como prosseguir. Então ele apenas senta, assiste e grunhe, fascinado com os demais. Seu foco no momento é Kevan, que gira sozinho em um canto enquanto fala com sua caneca.* Humanos. *Davos grunhe internamente enquanto ajeita seus óculos*

*Ulfur, que está com seu pelo ainda mais desgrenhado pelas surras da vida, dorme ao lado de Davos sem preocupações*

KEVAN: *tomando sua caneca de líquido misterioso mas altamente inebriante* 

KEVAN: *ao avistar seu amigo druida* DAAAAVOS, VOCÊ ESTÁ AÍ, MEU AMIGO! *acena efusivamente e corre para sentar ao seu lado*

DAVOS: *Pelo maldito antigo ente cujas raízes ainda virão a devorar a minha carcaça sem vida* Mago... Sua presença é sempre bem­ vinda a Davos...

DAVOS: *Davos parece ter uma ideia * Davos estava se questionando porque o mago tomava tantas voltas.

DAVOS: *Davos limpa a garganta * Davos fez uma indagação.

KEVAN: Ah, amigo... Nenhuma razão, eu... Eu... *seu sorriso infantil se dissipa, Kevan disfarça olhos marejados* estava com sede. Quer? *oferece desajeitadamente uma caneca de cerveja escura, respingando no orc*

DAVOS: *limpa levemente a cerrveja* Davos agradece, mas vamos... Kevan... Diga a Davos o que te aflige.

KEVAN: Bah... Você é sábio demais pra mim, amigo. Tudo bem...

KEVAN: Sem querer soar ridículo, mas... Eu tenho... Tinha... Erm... Sentimentos por uma amiga nossa em comum. Mas cada vez mais percebo que não tenho chance.

KEVAN: sabe... Eu nunca falei muito do meu passado, mas...eu cresci em um vilarejo absolutamente isolado. Não sabia de muita coisa sobre o mundo. Eu não me encaixava muito com os garotos da minha idade, que não se incomodavam com aquele mundo pequeno no qual vivíamos. Por sorte, fui descoberto pela minha mestra... Ela era incrível, a mulher mais poderosa e inteligente que já vi.

KEVAN: Ah, não quero ocupar muito o seu tempo, amigo. Desculpe. Bem...Ela viu algum potencial em mim, um garoto gorducho de uma vila insignificante no meio do nada. Me ensinou a ler, a memorizar encantamentos e a compreender melhor a Trama. Graças a ela, meu mundo se ampliou, e vi... Que existem coisas mais incríveis do que eu jamais imaginei neste mundo.

DAVOS: Não se preocupe, Kevan. Davos apenas está nos lugares que deseja estar. Continue.

KEVAN: mas eu acho que essas coisas com as quais eu sonho, que me fascinam vão continuar distantes, intocáveis, como miragens. Ainda não consegui realizar meu objetivo inicial, que era me tornar um mago de guilda. Que inclusive parece algo cada vez mais insignificante.

KEVAN: Não consigo salvar quem precisa ser salvo, mesmo quando tento, e arrisco tudo o que tenho...

KEVAN: e a garota mais cativante, mais fantástica que já conheci.... Bem... Eu devia ser um idiota em achar que ela se interessaria por um caipira fora de forma como eu....

KEVAN: Ah, Davos. Me mande calar a boca, por favor. *Olha para o fundo cada vez mais próximo de sua caneca de cerveja, franzindo a sombrancelha*

KEVAN: Humanos, certo? *Sorri sem graça*

DAVOS: *suspiro grunho* Davos reitera sua afirmação anterior. E sim, humanos. Prossiga com seu conto, Davos quer saber o fim da sua antiga Lira.

KEVAN: é basicamente isso. Eu acho...O tipo de pessoa com quem a Lira combina é bem diferente do que eu sou. Ela merece alguém como aquela bard...*Olha para Lira e Storm, ainda conversando juntas, em aparente profunda intimidade. Uma ficha subitamente cai. Sim, ela ainda não tinha caído* Você não acha que...Bem... Eu já li sobre isso mas...Elas...? Er...*enrubesce*

KEVAN: *extremamente constrangido, muda rápido de assunto* Ah, por acaso você está falando da minha antiga mestra? Não, ela e eu nos separamos. Ela está por aí, acho. Não sei por onde anda, e ela também não sabe de mim. Eu espero. Não, Ela definitivamente não é a minha antiga Lira. Não, Haha... Ha... Ha... Uh...

DAVOS: *Davos passa a mão no pelo embaraçado de Ulfur* Todos nós somos destinados para um fim, um retorno para a terra. Davos não acredita em retornos, talvez quando aja uma missão não cumprida, mas devemos aproveitar as chances que temos. De mais um tempo para a jovem, ela está encontrando sua própria antiga Lira. *grunhe* Mas mesmo Davos não acreditando em retornos, Davos acredita em segundas chances.*Davos segura a cabeça de Kevan com sua mão esquerda, ele levanta o indicador de sua mão direita, cospe em sua unha afiada e a finca na testa de Kevan. Toda a fúria ébria do mago é rapidamente substituida pela dor em sua testa. E logo ele nota que não está mais bêbado*

Storm Mão Argêntea acena de longe, convidando todos a se juntar a ela.

DAVOS: Erga a cabeça mago, somos requisitados.

KEVAN: *subitamente atordoado com o retorno súbito de sua sobriedade. Tenta­-se agarrar aos últimos segundos de desinibição e dormência como uma criança ao seu cobertor, mas logo resta apenas a vergonha de palavras ditas em excesso e a sensação da unha afiada e úmida de um meio-­orc fincada uns bons milímetros em sua testa*

KEVAN: *se esforçando para encarar Davos* É... Vamos lá. Obrigado, amigo.

ITO: vamos lá!

DAVOS: *Joga sua capa enquanto se levanta* Sim.

LIRA: *acompanha Storm para ouvir o que ela tem a dizer*

Storm observa todos se aproximando da fogueira do acampamento. Cada um dos integrantes do grupo se apresenta, e ela os explica um pouco sobre quem são os Harpistas. As duas trocam informações sobre os eventos que se desenrolaram nos últimos dias.

STORM: Existe uma sombra se aproximando de Cormanthor. Os Harpistas também perceberam isso. Sabemos que existe uma perigosa aliança entre os drows de Vhaeraun e os vultos de Obscura, e nós também precisamos fortalecer nossas alianças. Isso quer dizer que estamos oferecendo a vocês nosso apoio quando precisarem. O que nos leva a outra questão...

STORM: Talvez vocês estejam se perguntando por que eu e Charis estamos na companhia desse grupo de drows. Bem, eles são um povo fascinante, mas a resposta envolve mais do que isso ­ tem a ver com Eilistraee. Os Harpistas possuem o apoio de muitas divindades e de seus clérigos, e a Dançarina Negra acaba de declarar aliança em sua última manifestação. Mas nós também precisamos conhecer nossos inimigos tão bem quanto nossos aliados. Acredito que não sejam todos versados em história e religião élfica, então...G'eldolin por favor. G'eldolin, sacerdotiza de Eilistraee, é uma drow de meia idade. As suas marcas da idade transmitem sabedoria e uma beleza ascética. Com seu olhar gentil, ela é bem diferente da maioria dos drows que vocês conheceram até agora. Foi G'eldolin quem converteu Veszzyr à Eilistraee antes dele ser aprisionado pelos drows de Lolth para se amaldiçoado como drider, e sempre foi o objetivo dele reencontrá­-la.

G'ELDOLIN: Sim, não é problema algum. *ela se levanta e com os braços cruzados caminha em torno da fogueira enquanto observa ao longe a floresta de Cormanthor* O que vocês conhecem como o Panteão Élfico, para o elfos é o Seldarine: um conjunto de deuses de diferentes aspectos, liderados por Corellon Larethian. Da mesma forma, os Drow tem seu próprio panteão, conhecido como Seldarine Negro. Corellon tinha uma consorte chamada Araushnee, a divindade patrona dos elfos negros, e os dois tiveram dois filhos Eilistraee, a Dançarina Negra, e Vhaeraun, o deus mascarado da noite. Araushnee traiu Corellon se aliando com Gruumsh, deus dos orcs e maior inimigo de Corellon. Outros deuses drow se aliaram à Araushnee, e mais tarde ela tentou invadir Arvandor, o plano cósmico onde fica o palácio celestial de Corellon. Como punição, Corellon baniu Araushnee às profundezas do Abismo, junto com todo o Seldarine Negro, e depois disso Araushnee passou e ser conhecida como Lolth, a perversa Rainha Aranha dos drows do Subterrâneo. A única exceção a isso foi Eilistraee, a Dançarina que guia meu povo para longe das teias demoníacas de Lolth. O irmão de Eilistraee, Vhaeraun, é o patrono de nossos cruéis primos na superfície, e é seguido pela casa Jaelre, que agora vem causando problemas nos Vales. Apesar de ser um deus maligno do Seldarine Negro, ele também é um inimigo mortal de sua mãe Lolth.

LIRA: Dumic falou de um pergaminho na corte élfica que os shadovar estariam interessados. O que poderia ser?

STORM: Sim...os shadovar. O povo nativo da cidade de Obscura...uma metrópole flutuante do império do antigo império arcano de Netheril. Essa cidade evitou sua destruição movendo-­se para o Plano das Sombras milênios atrás e, como você já sabe, ela retornou a Faerûn recentemente obliterarando Tilverton no processo. O pergaminho que você mencionou Lira, é o que eles realmente procuram, e um dos motivos de seu retorno.

STORM: Na verdade verdade não se trata de um pergaminho, mas de vários. O Império de Netheril chegou ao ápice de seu poder ao descobrir o que chamaram Pergaminhos do Nether nas ruínas de um antigo império dos elfos do sol. Esses pergaminhos continham uma quantidade quase ilimitada de conhecimento arcano e uma forma de Magia muito mais poderosa do que a que conhecemos.

STORM: Existem dois conjuntos de cinquenta pergaminhos cada. Com o tempo esses pergaminhos se perderam e a história mostrou que toda vez que alguém encontrava um ou mais deles, problemas se seguiam.

STORM: Acreditamos que alguns desses pergaminhos estejam perdidos nos Mythal em Cormanthor, e a informação que você retirou desse delator só reforça essa hipótese.

STORM: Precisamos vigiar de perto a atividade dos drow, e, se queremos ter esperança de afastá­los dos Mythal e da Corte Élfica, nossos esforços também devem garantir que os vales permaneçam unidos. Se precisarem de pagamento, suporte ou informações podemos prover. Os Harpistas contam com vocês e estarão sempre por perto, certo Lira? *Storm se levanta e caminha em direção à barda. Ela retira do bolso um broche de prata com o símbolo de uma harpa e prende a jóia na camisa de Lira enquanto olha a jovem nos olhos.*

STORM: Preciso acompanhar G'eldolin em uma missão importante envolvendo esse assunto e não poderei seguir com vocês. Sintam­se à vontade para descansar. Partiremos pela manhã bem cedo mas o acampamento permanecerá aqui.

Todos vão dormir depois de uma noite tão rica, e, ao acordar no dia seguinte percebem que há muito tempo não se sentem tão descansados. Storm, Charis, G'eldolin e Veszzyr, como um novo grupo de aventureiros, deixaram o acampamento bem cedo, antes dos outros acordarem.

Ito leva um susto ao despertar e encontra uma máscara assustadora ao seu lado. É uma face pálida cheia de dentes pontiagudos, com um par de chifres e cabelos pretos compridos. Ele não tem muita dúvida de que ela representa um Oni.

LIRA: E então rapazes? O que faremos? Acho que devemos apoiar Eryn como a Rainha e unificar o Vale. Os vultos abriram frentes demais e terão dificuldades para enfrentar outro reino. Enquanto houver pequenas milícias patrulhando as fronteiras de Cormanthor, a casa Jaerle buscará livremente a entrada de Myth Dranor.

LIRA: Precisamos de um exercíto e precisamos de uma aliança com os elfos se Cormanthor.

LIRA: Precisamos contatar Markas e Eryn e convocar um encontro dos escudos para que sangue do manto volte a governar os vales. Depois convenceremos Eryn a propor uma aliança com os elfos de Cormanthor.

KEVAN: Sim. Concordo que Eryn deve liderar o Vale. Não só por suaherança de sangue, mas pelo simples fato de sua presença ser ameaçadora o suficiente a nossos inimigos que tramem sua morte. Mas ela precisará de ajuda...

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Intriga em Vau Ashaben



DAVOS: *grunhe*

LIRA: Nelyssa: Estamos ocupados lidando com o seu empregador jovem Bruxo. O tempo de visita acabou. Tenho assuntos a tratar com Necromante.

LIRA: * Lira/Nelyssa vira­se ordena de forma silenciosa aos guardas: o Vigilante deseja interrogar o prisioneiro

LIRA: No templo ainda hoje, sobre as mortes na taverna. Preciso escolta­lo até lá em sigilo. 

BURAN: Davos, vamos ver o que os harpistas tem para nos ajudar ou ajudar o Markas

GUARDAS: Sim, senhora Nelyssa! *um dos guardas desde em posse de um molho de chaves e 
momentos depois retorna com Markas algemado. A expressão de Markas é inicialmente de total confusão, mas ao ver Lira novamente um tímido sorriso escapa de sua boca revelando caninos discretamente pontiagudos*

BURAN: *Buran, sábio como ele só, entende o que está acontecendo e mudade planos. Falando alto, enquanto todos ainda estão perto* O que posso fazer é tomar uma Ale forte para ajudar a clarear os pensamentos.

LIRA: Escolte os visitantes para fora daqui. Saírei pelos fundos. Cubra o prisioneiro com uma capa para não ser identificado pela população. Não gostamos de Necromantes em Vau Ashben. Temo por um linchamento. *falou empurrando Markas para fora da prisão*

DAVOS: *Davos se mantém distante de toda a negociação, ele não entende essa politica toda e a 
bagunça do conselho. Mas um bom caçador morreu em o que para ele gira em torno de uma briga por terras que nem sequer deveriam ter donos.Antigamente ele teria simplesmente abandonado a situação, mas agora ele sente que tem que ver como tudo isso irá acabar.01/06/

DAVOS: *suspira/grunhe* Lyra, Davos pode ser distração pra saída de nosso aliado.

LIRA: *acena para Davos concordando com ele

DAVOS: *estufa o peito, arruma seu manto de pele de urso, empunha seu machado orc de duas cabeças e coloca seu lobo parcialmente queimado para segui­lo* *para Lyra* Saiam depois de Davos.

DAVOS: *Davos irrompe da saída do presídio esbravejando cânticos de proteção em druídico 
com gestos exagerados*

Davos consegue chamar a atenção para si, enquanto Lira sai da prisão com Markas em segredo.Os espectadores curiosos logo perdem o interesse na atuação do meio­orc, e não é possível ter certeza de que ninguém foi visto saindo da cadeia.

KEVAN: *sussurrando*Leve­os para algum lugar vazio! *se prepara para utilizar a magia de sono contra os guardas quando não houverem expectadores, inclusive porque então sua invisibilidade se quebrará*


A magia Sono de Kevan coloca os guardas para dormir instantaneamente. Eles caem de joelhosprimeiro e depois se deitam sobre o calcamento como se perdendo as forças.


DAVOS: *depois q pessoas perdem o interesse nele Davos segue para a taverna onde está Buran*

KEVAN: *Sorri satisfeito e orgulhoso, segue caminhando com os braços nos ombros de Markas e Lira*

KEVAN: para onde, amigos?

LIRA: Markas vai para casa Eryn. Peça ao circo do futuro que os leve até Morn no Vale da Adaga. Nos, meu caro Kevan, temos assunto para resolver na taverna. Markas, leve linus comvocê, é um bom garoto, útil e se afeiçoou muito a sua irmã.

- Ruas de Vau Ashaben -
Buran havia se retirado antes do restante do grupo e seguido em direção à tarverna Véu de Veludo. Já era de noite, e as ruas estavam vazias. Após alguns minutos de caminhada o silêncio já comecava a ficar um pouco perturbador. Buran só foi capaz de ouvir um silvo, e uma agulhada dolorosa em seu ombro direito se seguiu. Quando se deu conta, umpequeno virote de besta estava ficado em sua pele. Entrando em estado de alerta, e com sua visão no escuro, o anão foi capaz de perceber duas figuras esguias se aproximando. Uma delas é uma drow que se apoiava em um caixote de madeira e parecia recarregar uma besta de mão. A outra, um Kayal, vinha em direção ao anão armada com duas adagas.

BURAN: *parte em direção do vilão, apertando seus punhos e sem tirar os olhos do adversário. E ­ se for possível ­ disparar um soco fatal no desventurado.


Buran corre em direção ao oponente e acerta seu peito em cheio com seu punho cerrado. O vulto tenta revisar, sem ar nos pulmões, e, seu golpes de adaga lentos devido a falta de fôlego, não são nenhum desafio para a agilidade do anão. Buran aproveita a oportunidade de desfere um gancho no queixo do adversario. Ele consegue sentir a mandíbula do homem se partir contra seu punho. O homem cai de joelhos em seguida, seu rosto desfigurado, banhado em sangue e saliva. 


BURAN: Próximo!


Enquanto Buran corre em direção à Drow ela dispara mais um virote com sua besta de mão. O anão consegue defletir o projétil com um impressionante movimento de sua mãos. Ele gira, pegando velocidade, e depois salta sobre a elfa negra com os punhos unidos acima da cabeça. A elfa, também em um impressionante feito de agilidade se esquiva para traz e o anão esmaga com os punhos o caixote de madeira que ela usava como cobertura.Ela dispara mais um virote de sua besta, mas dessa vez Buran não cosegue reagir a tempo. O projétil atinge o anão no pescoço, mas causa apenas um ferimento superficial. Não seria muito problema, até que Buran começou a sentir sua visão turvar  ­veneno! Ele cai em um sono profundo, suas pálpebras o traindo, e a última coisa que consegue ver são os pés da elfa se aproximando a calmos passos.


- Taverna Véu de Veludo - 
A noite afastou a maior parte dos habitantes das cidade das ruas, mas não das tavernas. Uma carta encontrada por vocês no corpo de um dos assassinos de Saevros Alto­céu, assinada pelo  misterioso "D", na qual ele marcava um encontro com os assassinos, levou vocês até a famosa taverna Véu de Veludo, pouco frequentada pela alta sociedade. Ao entrar na construção de dois andares vocês se surpreendem com uma música agradável de ritmo bastante animado. Em um palco no centro da taverna, acontecem exibições de dançarinos para todos os gostos. Após alguns minutos conhecendo o lugar, vocês também conseguem ver, no piso suspenso do segundo andar, o conselheiro Dumic, O Vermelho, aparentemente conversando com o homem de chapéu com quem ele havia sido visto no casamento de Eryn. Vocês o veêm aplaudindo e dançando muito, no meio das pessoas. Apesar de não dançar exatamente bem, ele se move com delicadeza e precisão, sua aparência é desleixada e os cabelos pretos e longos estão soltos no rosto. Ele aparenta ser muito jovem e sua beleza o destaca muito das outras pessoas. Em sua cintura carrega duas espadas, elas parecem ter a lâmina levemente curvada e provavelmente a maioria de vocês nunca viu uma espada igual.

DAVOS: *está sentado em um canto com seu fiel lobo e observa a situação com cuidado aguardando a chegada de Kevan e Lira.*

LIRA: Kevan você pode ouvir o que estão discutindo? *sentou ao lado de Davos*

LIRA: Cadê o Anão? Achei que estivessem juntos?

DAVOS: Davos veio para a taverna logo depois de sua distração. Nenhum sinal do anão... ele  deve uma cerveja para Davos.

À uma observação mais apurada, é possível notar que o homem que fala com Dumic usa na verdade um chapéu de mago. Ele também veste uma armadura leve e carrega na cintura uma espada. Parece ser um humano, mas existe algo a mais, alguma coisa...estranha. Vocês tem a impressão de sentirem um pouco tontos olhando fixamente para essa figura.

DAVOS: Davos odeia essas intrigas Lira, especialmente quando eu não posso encarar ela. Faça o que você achar melhor fazer, Davos estará aqui para apoio. Assim como Ulfur.

ITO: *Ito para de dançar e olha maravilhado para aquela cena*

KEVAN: *usa detectar magia. Quero ver se esse mago emana alguma aura discernivel *

ITO: *Ito se aproxima andando devagar e olhando fixamente para Davos, como se puxado por uma magia ­ou por uma curiosidade um tanto quanto descortês*

Kevan consegue sentir duas auras mágicas dentro da taverna. A mais poderosa vem do mago em questão, a mais fraca você não consegue determinar a posição exata.

KEVAN: *se dirigindo a um canto escuro, prepara a magia de Detectar Pensamentos e Invisibilidade, usando o seu bastão de metamagica de extender magia. Logo em seguida, sobe as escadas*

LIRA: vai precisar de uma distração *Lira pega o glaur e sobe em direção ao palco

LIRA: Davos esse esquisito gostou de você.

DAVOS: O que? *olha em pânico para os lados enquanto é deixado sozinho na mesa. Ele resolve ignorar o espadachim por bufar e encarar na direção oposta.*

ITO: *vai atrás dele, com ar de curioso e sem se importar muito se é visto por eles.*

LIRA: *sobe no palco para deixar a véu de veludo mais barulhento do que de costume.*

Lira sobe ao palco e toca seu glaur tentado criar uma distração, mas a taverna é barulhenta demais e as pessoas estão ou muito bêbadas, ou muito entretidas com os dançarinos para prestar atenção. O som de seu instrumento e seus movimento são ofuscados demais pelo entretenimento já disponível para criar qualquer tipo de distração. De qualquer forma, Kevan tenta se esconder em um canto da taverna e conjura duas magias. É possível que ele tenha sido visto logo antes de ficar invisível.

ITO: Você fala minha lingua criatura? Você é o servo encantado *para Davos*

LIRA: *Se enfurece por não ter sido notada. Ajeita o Chapéu e tenta mais uma vez muito mais por orgulho do que para ajudar seu amigo Kevan

Alguns dançarinos e clientes próximos passam a dancar conforme o ritmo de seu glaur, mas a maior parte da taverna não chega a notar sua performance.

DAVOS: *quase amassa a caneca que segura* Não, humano bêbado. Davos tem apenas a natureza como seu mestre. E ele não liga para os afazeres humanos.

ITO: E o que está fazendo aqui nobre criatura da natureza? Veio dançar?

DAVOS: *grunhe* Apesar das intrigas humanas Davos respeita alguma das coisas que eles conseguem tirar da natureza. *Ele fala girando a bebida em sua caneca*

DAVOS: Porque tanto interesse estranho humano?

ITO: *coloca a mão no ombro de Davos e olha no fundo dos seus olhos.* Uma alma da natureza preza em um corpo monstruoso, você seria admirado de onde vim, nobre criatura. Eu sou Ito, filho de... Bom, aqui isso não importa mais. 

DAVOS: A forma é irrelevante, assim como seus comentários, humano bêbado. Sente­se e admire a música.

ITO: *De repente Ito muda seu semblante, a aparência boba de segundos atrás se transforma e uma calma mais ofensiva.*Você não me respondeu o que uma criatura da natureza faz aqui? 

DAVOS: *grunhe/ri* É melhor você retornar para sua garrafa, humano bêbado. Davos almeja proteger a vida, mas não pode fazer nada se ela insiste em procurar por seu fim.

ITO: *Ito faz cara de frustrado, coça a cabeça, e então sorri*

ITO: A vida insiste em procurar pelo seu fim, bonito isso. Gosto da lingua de vocês. Ito se afasta, encosta em uma parede perto da escada, em alguns segundos é possível perceber que ele está visivelmente entediado.

LIRA: Quem é o seu amigo novo Davos?

DAVOS: Um humano bêbado demais para seu próprio bem. Lira, Davos aprecia a cerveja, mas a companhia está se tornando um fardo. Quando Kevan irá retornar para acabarmos com este lugar?

ITO: Olá, meu nome é ITO, sou filho do venerável... Eu não perco essa mania. Eu vim de longe. Prazer conhecer vocês. *Estende a mão*

LIRA: Que tipo de roupas são essas? E essas... coisas aí na cintura que parecem espadas? Tá tendo algum festival de esquisitos nessa cidade, primeiro o gnomo com as varinhas que explodem e agora isso *fala olhando na direção de Davos*

DAVOS: *falando baixo para si mesmo enquanto leva a mão para a testa* pelas barbas do ente ancião, Davos não é sábio o suficiente para lidar com humanos.

LIRA: algum sinal do anão ou do Kevan?

DAVOS: Barda, não faça a crença de Davos nos humanos diminuir. Davos acabou de te perguntar sobre Kevan. E se ainda tivéssemos nosso anão talvez não teríamos mais um humano em nossa frente.

LIRA: Somos Lira e Davos. E Ulfur evidentemente. o que você quer?

ITO: São espadas, ótimas espadas, quem sabe um dia não vejam? Meu nome é Ito, eu quero... Acho que um pouco de ação.

DAVOS: *amassa levemente a caneca depois de ter sua bronca/sussurro ignorada por Lira*

ITO: *ajoelha-se*Ei Ulfur!!!

ITO: Lira, eu não compreendo o que você diz. Talvez não domine bem o idioma ainda.

ULFUR: *estava dormindo por toda a conversa, mas quando chamado ele levanta a cabeça em direção à ito. Sua expressão lupina é de extremo desinteresse*

- Andar superior da tarvena -

Kevan sobe as escadas e logo consegue ver Dumic sentado à uma mesa com sua companhia misteriosa. De perto, ele percebe que nunca viu esse homem antes. Debaixo de seu grande chapéu de mago, Kevan percebe que ele tem a pele clara, cabelos negros e uma barba espessa marcando o formato de seu rosto.

DUMIC: Haresk Malorn vai renunciar logo. Ele não vai suportar a pressão que está sofrendo pelos ataques e saques dos nossos drows. A população quer segurança. Quando isso acontecer, o Bastão Negro estará ao nosso alcance, Benyl.

BENYL (MAGO): E? Qual o seu plano? *ele diz com um tom de voz entediado*

DUMIC: E então eu deixarei minha posição para me candidatar a Alto Conselheiro, e nós sabemos que podemos contar com pelo menos dois votos. Se eu vencer, garanto que você vai ter livre acesso ao vale. Não haverá mais necesidade de distrações com ataques a caravanas e fazendas, e seus aliados Drow poderão andar pelo vale como quiserem, sem guardas, sem patrulhas.

BENYL: Temos certeza dos votos?

DUMIC: Claro. Com Eryn fora fo caminho, não terei adversário à minha altura para a candidatura, e ela também não poderá votar. Meu adversário será Crumorn, que há muito tempo almeja o cargo. Ulwen não terá alternativa a não ser votar em mim, ela tem desavenças com Crumorn e mesmo assim quer segurança em suas fazendas ­ e terá. O voto do Convicto será para Crumorn, mas como o terceiro voto é garantido por ser um dos nossos, sabemos qual será o resultado... 

- Andar inferior -

Não muito longe de vocês, em uma mesa abaixo do piso suspenso sobre o qual acontece a conversa entre Dumic e Benyl, uma mulher com a face encoberta por um capuz senta­se sozinha. Uma cena em particular é o que os interrompe e chama a atenção de vocês para esse canto em particular da taverna: uma segunda mulher, cuja aparência é difícil de discernir na escuridão, se aproxima e então se apóia na mesa. Ela aborda a mulher encapuzada e uma discussão acontece. Momentos depois, a recém­chegada agarra a mulher de capuz pelo braço e arrasta pela taverna em direção à área restrita no segundo piso, onde estão Kevan, Dumic e Benyl. A agressora parece ter uma arma pressionada contra as costas da outra. Devido à multidão separando vocês e as duas mulheres, não será possível alcançá­las antes que cheguem no segundo andar. 

LIRA: Talvez você tenha uma oportunidade de por suas amigas para dançar, Ito

LIRA: *se levanta e tenta se aproximar das escada com cuidado.* Davos, acho que Kevan vai ter problemas

DAVOS: *grunhe* humanos...

- Andar Superior - 

As duas mulheres sobem as escadas apressadamente, vindo em sua direção. Você se joga de costas contra a parede por reflexo e se dá conta de que por um momento havia quase esquecido de que estava invisível. Isso também o faz lembrar que o efeito de sua magia de invisibilidade está prestes a acabar. As mulheres passam por você e se aproximam da mesa de Dumic e Benyl. De perto você consegue perceber que uma delas é uma Drow. A elfa negra empurra a mulher de capuz, que tropeça dando um passo a frente. Ela então puxa o capuz da mulher, revelando sua identidade ­ Nelyssa Shendean, capitã da guarda.

DROW: Encontrei ela no piso de baixo. Acho que deve ter escutado toda a conversa. Pensei ementregar ela para os outros, deixar ela presa junto com o anão, mas fiquei na dúvida ­ essa me parece mais importante.

DUMIC: Melhor não, acabe com ela aqui mesmo sem ninguém ver. Ela já sabe demais.

NELYSSA: Nunca esperei isso de você Dumic! Chauntea abençoou suas colheitas, e você agradece traindo o povo que vive em suas terras.

KEVAN: *alarmado, dá um passo à frente, justamente no momento em que sua invisibilidade se esgota*

DUMIC: Discordo. Só assim as terras estarão à salvo. Mas enfim, não posso comprometer tudo a essa altura. *olha para a drow* acabe logo com isso. Seja rápida e silenciosa. Não quero um banho de sangue aqui, e certamente não de uma paladina de Chauntea. Vai amaldiçoar a próxima colheita.

KEVAN: Não hoje! *avança para o local onde se encontram dumic, o mago e a drow com a paladina*

LIRA: Humanos...*Lira começa atuação barda para inspirar seus companheiros*

ITO: Como diz o ditado milenar: se quer aventura junte­se aos mais estranhos ao seu redor

Apresentado com as possibilidades de escapar sem ser visto com as informações que precisavaou se arriscar para salvar a paladina, Kevan toma a decisão altruísta. Sou voz adquirindo um tom imponente, que talvez nem mesmo ele tivesse ouvido antes. "Não hoje!" ele gritou antes de que o efeito de sua magia se dissipasse, disparando outro feitiço logo em seguida ­ leque cromático. O feixe de luz colorida intensa ilumina o salão, mas nada mais acontece. Benyl se protege estendendo a mão, criando sem esforço um campo de força que dobra e desvia o feixe luminoso de si. Os demais são capazes de resistir aos efeitos da magia normalmente, à exceção da drow, que fica atordoada. Lira, Davos, Ulfur e Ito chegam ao segundo andar, unindo­se a Kevan. Benyl se concentra e o ambiente é envolvido em uma densa penumbra. No escuro, sua figura se transforma: ele é envolvido por uma poderosa aura de sombras vivas, seus olhos brilham com uma espécie de Éter vermelho e sua vo ecoa de forma sobrenatural ­ ele não é um mero Kayal (fetchling), mas um verdadeiro Vulto da Cidade das Sombras.

BENYL: Posso ver como seu plano está indo, Dumic...deixando rastros e me trazendo para uma armadilha. *ele fecha os olhos, inclina a cabeça em sinal de desaprovação, e depois grita* Seymor!

Seymor "O Escuro" se materializa a partir das sombras de uma coluna. Ele sorri como um maníaco e ergue o braço direito, estendendo a mão em direção ao segundo piso, o olhar fixo em vocês. Uma runa roxa em sua testa e o demônio de sombras surge bem no meio do palco da taverna e ruge de forma assusradora. Os clientes entram em pânico e fogem desesperados. Em poucos segundos resta somente vocês na taverna. O demônio bate suas asas e vôa até o segundo piso, se posicionando à frente de Seymor e Dumic.

SEYMOR: Se divertiram com meu simulacro na última noite? *gargalha*

BENYL: Bem senhores, chegou a hora de partir.

Benyl dá um passo para trás, literalmente entrando em uma sombra e desaparecendo completamente
A drow está atordoada pela magia do Kevan, com uma das mãos segurando a cabeça e a outro apontando uma besta de mão. Ela também tem duas espadas cruzadas presas nas costas. Seymor usa um chapéu largo do tipo "inquisidor", ele tem um cajado e está protegido por seu demônio de sombras. Dumic segura uma espada curta, preparado para se defender, mas também se esconde atrás do demônio de sombras.

ITO: Vamos ver como as artes de Kokuso Bosatsu funcionam aqui. Eu te desafio, demônio.

DAVOS: *urra girando seu Machado e o bate no chão conjurando Enredar centralizado nos adversários.* 

LIRA: espero que você tenha trazido a Luz dessa vez, Kevan!

Lira começa a cantar uma balada inspiradora, ao mesmo tempo sacando seu escudo e sua  rapieira mágica de ferro febril, que brilha como metal retirado da forja. Kevan conjura um Elemental da terra, que se materializa em uma explosão esverdeada de energia arcana. A criatura assume a forma de um javali de pedra, com gemas brilhantes no lugar dos olhos e afiadas presas parecidas com estalagmites. 

O mago então ordena a criatura que ataque. Davos conjura uma bênção da natureza sobre si mesmo, e avança contra a drow atordoada, que aponta uma besta contra ele. Ela tenta disparar mas é interrompida por Ulfur, que salta e morde a arma, arrancando­a das mãos dela. Davos acerta um golpe de seu machado, bem no peito da inimiga, que não teve chance de se esquivar por estar atordoada por estar sob o efeito da magia de Kevan. Davos volta seu olhar para Ulfur, com uma expressão de agradecimento.

Nesse exato momento, Seymor conjura dois lobos de sombras que atacam sobre o animal, um deles mordendo seu pescoço. O Elemental da Terra de Kevan investe furiosamente contra o demônio de sombras, que está enfraquecido pela luz mágica emitida pela espada de Lira. O Elemental acerta o demônio com uma cabeçada, cravando suas presas em seu flanco. O monstro emite um rugido furioso mas, antes que possa contra­atacar, Ito se move. Com uma katana em mãos o samurai corre pelo campo de batalha em direção ao demônio. 

Seu golpe é incrivelmente veloz e preciso, e tudo o que vocês conseguem perceber é o som de sua lâmina cortando o ar e então atingindo a carne sombria do demônio. A criatura congela por um segundo, Ito tendo­a trespassado, e então é partida ao meio como consequência do golpe recebido, dissipando­s e em sombras amorfas logo após. Seymor grita enquanto seu símbolo de invocados desaparece de sua testa. Ele então se prepara para conjurar uma magia.

DAVOS: *Davos levanta seu machado com orgulho pelo seu golpe certeiro, mas ao virar e se deparar o estado de Ulfur ele lança mais um urro e parte para cima do lobo sombrio, aquela abominação sobre seus olhos."

ULFUR: *O lobo entra em fúria por ser subestimado em seu próprio jogo e ataca em retalhação*

LIRA: Seymour, você parece um pouco distraído... *Lira Continua a canção inserindo nela palavras e gestos tanto manipular a atenção do Mago das sombras. 

NELYSSA: Eu te disse Dumic, aqui está sua justiça! *desembainha uma espada longa* Obrigado amigos, mas deixem esse traidor comigo!

Ulfur é subjugado pelos dois lobos de sombras, que o derrubam e cravam os dentes nele repetidas vezes. Davos avança para socorrer seu companheiro e ataca lobos sombrios fazendo dois grandes arcos com golpes de seu machado. As criaturas são arremessadas longe e se chocam contra a parede da taverna, se dissipando logo depois. Ao mesmo tempo, Nelyssa engaja Dumic em uma luta de espadas, e, após alguns golpes e aparadas, consegue desarmar o oponente, que se  rende. Ito mantém tenta manter seu foco e parte para cima de Seymor.

Mas o invocador consegue não deixa que o encantamento de Lira o impeça de conjurar.Ele grita uma palavra mágica ergue as mãos com dos dedos contraídos como garras acima da cabeça. Tentaculos negros surgem da escuridão agarram Ito e os outros aventureiros. Nelyssa também fica imobilizada, com tentáculos agarrando suas pernas e braços. Dumic, que estava caído no chão e desarmado,  aproveita a oportunidade e se arrasta desesperadamente em direção à sua espada. O Elemental de Kevan também é agarrado. Ele é erguido e esmagado por um dos tentáculos, até que comeca a rachar e finalmente é despedacado em rochas inanimadas. 

Davos, Lira, Ito e Nelyssa tentam se desvencilhar atacando e cortando os tentáculos como podem. Dumic recupera sua espada e se levanta. Ele então parte para cima de Nelyssa...e crava a espada no peito da paladina! Ela solta um grito de dor e cospe sangue.

Kevan, que estava além do alcance dos tentáculos, usa sua magia para invocar mais criaturas.

É quase como se o resultado da batalha pendesse sobre um teste de poder entre Conjurador e Invocador. Mas Kevan vence. Suas águias sagradas descem sobre Seymor, cortando e rasgando com suas garras e bicos. O Invocador cai ao chão gravemente ferido.

ITO: Eu o desafio também, seja lá quem você for

DAVOS: ULFUR!

ITO: Mestra Kwan YIn, mãe, não roube minha sorte novamente e eu voltarei a salvo um dia. Técnica de Kosuko Bosatsu, Aquarius Sororde! *Não ter atingido o golpe anterior levou o coração de Ito a confusão e ao medo por um milésimo de segundo. Em um lugar estranho e sem saber o que acontece ele invoca as certezas de sua terra para provar que a arte do seu pai Oda e o nome sagrado da sua mãe Kwan YIn (que anuncia a era de aquarius) possuem poder como em sua terra. 

LIRA: * Lira segue a canção agora soltando versos na direção de Dumic ­ chora sangue de romeira, envergonhada lâmina, escorrega da traição vermelha.* 

KEVAN: *corre em direção a Nelyssa, se interpondo entre ela e Dumic*

KEVAN: Acabou, Dumic!

A espada de Dumic fica escorregadia com o efeito da magia de Lira e ele deixa a arma cair. Em seguida o conselheiro é atingido por projéteis mágicos de Kevan e cai atordoado.

KEVAN: *vira­se para Ito* er... Amigo. Este invocador ainda pode nos dizer alguma coisa. Acho que devíamos questioná­lo e ao nosso conselheiro, antes de qualquer outra coisa.

Dumic está ferido e desarmado, mas não incapacitado. Ele levanta as mãos como sinal de rendição após ser ferido pela magia do Kevan, mas claramentr tinha a intenção de finalizar Nelyssa e atacar Kevan cado não tivesse sido desarmado. Seymor foi ferido e incapacitado pelo ataque das criaturas invocadas por Kevan. Ele está caído tentando se proteger de outros ataques das águias.

DUMIC: Eu me rendo! Me rendo! Eu estava sobre o encantamento desse mago! Não foi culpa minha!

Lira se aproxima de Nelyssa e usa sua magia de cura, mas os ferimentos da paladina são gravesdemais. Foi um golpe em cheio sem a proteção de uma armadura.

NELYSSA: *segura a mão de Lira* é...tarde demais Lira...não vai me ajudar...*retira um sinete do dedo e entrega à barda* Leve isso para o Vigilante... explique a ele o que...aconteceu...ele irásaber daverdade!

NELYSSA: *olha para Kevan* Obrigado mago...sua...coragem...precisam...saber...

KEVAN: *ajoelhado ao lado de Nelyssa* Droga... De novo não... *fútil ou não, KEVAN pega duas poções de Curar Ferimentos e abre uma, encostando o frasco na boca de Nelyssa* Não desista ainda, paladina... Vamos...

KEVAN: *Com lágrimas nos olhos, ainda ajoelhado ao lado da paladina*Amigos, rendam esses dois... Mantenham Seymor iluminado a todo custo, dos dois lados, se possível. E retirem todos os seus reagentes mágicos e quaisquer armas que ainda possua.

Apesar dos esforços de Kevan e Lira, Nelyssa não resiste aos ferimentos. Ela fica confusa por 
um breve periodo, fala palavras em um idioma desconhecido, até que finalmente descansa. As águias de Kevan, que continuavam atacando Seymor, logo disaparecem. Assim que isso acontece, Ito consegue imobilizar o fetchling, que está bastante ferido e sangrando, sem muitadificuldade.

Todos os que foram agarrados pelos tentáculos também estão um pouco feridos. Eles deixaram marcas de apertos e chicotadas.

DAVOS: *Davos caminha em direção a Ulfur e usa curar ferimentos leves. Quando o lobo consegue levantar ele segue até a paladina e realiza uma pequena benção de partida.*

DAVOS: Amordacem o ser das sombras, Davos não confia nele e não podemos dar mais chances dele invocar algo.

ITO: Vocês sabem onde podemos encontrar outros demônios desses?

KEVAN: *ainda ajoelhado ao lado da agora falecida paladina, fecha­lhe os olhos delicadamente e então se vira para o jovem samurai* Não sei quem você é... E gostaria que mostrasse mais respeito pelos que se foram neste momento. Mas agradeço pela ajuda. Nós quase... A salvamos... Droga...

KEVAN: *respira fundo* mas se não fosse por você, poderíamos ter perdido mais aliados nesta batalha.

KEVAN: Me chamo Kevan.

KEVAN: *virando­-se ao grupo* acho que temos muitas perguntas a fazer ao "conselheiro" Dumic e ao Fetching, mas precisamos ter cuidado. O que vocês acham que devemos fazer agora? Lira?

ITO: *coça a cabeça, sem graça*

ITO: Desculpe a descortezia bruxo. Meu nome é Ito, eu vim de muito longe, acho que estou um pouco perdido ainda. O que eu devo fazer com isso? *Ito acena com a mão de Seymor, enquanto o segura*.

LIRA: Eu não sei se o Vulto vai sobreviver aos ferimentos. Duvido que consigamos tirar algo dele. Ele não é um dedo­duro. Eu conheço delatores, e sei exatamente quando estou na frente de um. *Nesse momento, vira­se para Dumic olhando de forma ameaçadora.* O que vai ser Vermelho? A essa altura o Bruxo já sabe o destino de seus lacaios e casa Jaerle considera Dumic o traidor. A questão aqui é quem vai proteger você do que está por vir? Quem estará entre você e o lagarto do Capitão Drow? Escolha bem suas palavras Vermelho e escolha rápido pois não temos tempo ou paciência para suas tramas.

DUMIC: Juro que não sei muito! Ouvi Benyl falando com o Coxo uma vez, e ameaçaram colocar minha cabeça em um espeto se perguntasse demais! Eu poderia contar para vocês, mas como vocês poderiam me proteger?

LIRA: Dumic não seja tão inocente, a morte é um horizonte para você no momento em que enfiou a espada no peito da capitã da guarda. Mas acho que os seis, cinco no caso, lhe darão um julgamento justo do que a clã Jaerle e a corte dos vultos. Você terá uma morte rápida em Vau Ashben, com sorte Lady Eryn pode interceder pelo seu exílio, se convecê­la que agiu por medo e não por cobiça. Especialmente se você ajudar a limpar a merda que fez.

LIRA: Eu não vejo o Coxo lhe dando o mesmo tratamento. Primeiro ele vai mandar Belarbreeza infligir todo tipo de dor para arrancar qualquer informação sobre nós. Depois mesmo sabendo que não sabe nada ela continuará até você perder o juízo de vez. Depois quando acabar a diversão deles darão você de alimento ao lagarto gigante.

LIRA: É sua escolha Dumic, espero que não continue na trilha da estupidez.

DUMIC: *engole seco* muito bem...acho que não tenho escolha. Entendam uma coisa sobre esses ataques ao vale. Depois de um tempo, depois de ter me envolvido até que não pudesse mais voltar atrás, descobri que são apenas um distração. A verdade é que a casa Jaelre está interessada na Corte Élfica por ela ser um "Mythal". Eu não entendo muito sobre isso mas sei quetem a ver com magia antiga ­ e por isso aquele lugar é muito perigoso. Esses Drow tem um trato com a cidade Obscura, algo sobre o Mythal e um pergaminho que está perdido dentro dele.

DUMIC: Eles prometeram me ajudar a alcançar a posição de Alto Conselheiro. A idéia era criar medo, para que ninguém se aventurasse além da floresta, e que a guarda e as patrulhas fossem mantidas bem próximas à cidade. Só assim os Drow e os Vultos poderiam agir livremente. Eu achava absurdo no início, mas depois entendi de que seria bom para todos.

DUMIC: Alena percebeu isso antes de mim, e me convenceu a forjar o primeiro ataque em parte da minha fazenda. Ela disse que Chauntea entenderia se a colheita fosse sacrificada por uma boa causa.

Seymor não resistiu aos ferimentos por não ter recebido cuidados. Dumic foi entregue às autoridades nessa mesma noite.Eryn, ainda fraca, foi embora da cidade com Markas, Linus e Maja na manhã seguinte, disfarçados como integrantes do grupo de harpistas Circo do Triunfo. Eles seguiram direção ao Vale da Adaga, conforme o plano de Lira. A denúncia da halfling Alena como uma paladina caída e a notícia da morte de Nelyssa deixou as pessoas furiosas com o Conselho. Alena foi presa, e aguarda julgamento com Dumic. Haresk Malorn renunciou uma semana depois. Nerval Vigilante, como autoridade interina na investigação, suspende a votação tradicional para o novo líder devido à intensa briga política que se segue. Ele pede a vocês que o ajudem a decidir quem assumirá o cargo Alto Conselheiro ­ o Bastão Negro agora pendendo entre Crumorn, Ulwen Sharin e Targen, o Convicto.

LIRA: Nerval, Eryn voltará. Ela tem o manto no sangue e reinará sobre os vales. É importante que você governe até lá. O Conselho deve ser dissolvido. Precisamos de um novo capitão. Quem você sugere?

LIRA: Precisamos contatar Essembra e Cachoeira da Adaga. Precisamos avisar os nossos amigos em Cormanthor. Aposto Davos consegue nos levar até lá.

NERVAL: Gifardus Falconídeo seria uma boa escolha. É um dos tenentes mais habilidosos na guarda. Quanto à dissolução do Conselho...acho improvável. Vai além dos limites da minha autoridade. O que você quer dizer com Eryn tendo o manto em seu sangue? Governar os Vales?

LIRA: Eu falo demais.

NERVAL: Você precisa confiar em mim Lira. Não tenho motivos para duvidar de vocês, muito menos para traí­los.

NERVAL: Precisamos decidir o destino de um reino.

NERVAL: Entendo se não quiser falar. Só espero que isso não dificulte as coisas. De qualquer forma, se Eryn vai voltar, podemos propor que eu aqueca o trono para ela. O Conselho decidirá.

Lira não consegue convencer os Conselheiros de nomear Nerval como Alto Conselheiro. Entretanto, ainda cabe ao clérigo (e a vocês) decidir qual dos três ocupará essa posição. Crumorn, ex mercenário, tem experiência com conflito e propõe reforçar as defesas de Vau

Ashaben como possível e manter patrulhas nas estradas. Ulwen tem bastante força política. Ela não pouparia esforços para assegurar que a vida das pessoas comuns não fosse perturbada. Com ela no poder também seria mais fácil manter o Vale da Névoa em bons termos com os Vales vizinhos.

Targen, o Convicto, é um homem bastante astuto e conhece Cormanthor melhor do que qualquer outro membro do Conselho. Ele acredita que colocar postos de guarda e armadilhas na floresta seja uma boa forma de confrontar os drows. Além disso ele tem amizades com muitas fadas e seres da floresta, que podem se provar úteis como informantes caso tenham a proteção da guarda na floresta.

DAVOS: *para o grupo* Davos apoia Targen, não é com guerra ou com falsos acordos que essa situação irá se resolver. Davos acredita que apenas com a união com a floresta que expulsaremos o veneno drow dela.

KEVAN: Entendo sua posição Davos, e a respeito... Mas me preocupo com o quanto este conflito pode afetar pessoas comuns, que não sabem o risco que correm e não têm como se defender. Acredito que Ulwen seja mais capaz de proteger o povo. A guerra e os drows ficarão a cargo daqueles dispostos a lutar... Como nós.

ITO: *pensando alto* Não entendo bem esse conceito de votação. Acho que questões de liderança são relacionadas à predestinação e ao sangue divino. Ninguém está preparado para liderar ninguém, não é uma questão de capacidade, portanto não são os homens que podem decidir quem vai roubar­lhes a liberdade. O poder é uma situação objetiva da natureza e só tem sentido dessa forma. Se os homens pudessem decidir sobre isso, seria a anarquia ou o caos. É como decidir sobre as leis da natureza.

LIRA: No momento, Nerval precisamos ajudar nossos amigos em Cormanthor. Eles deram o seu protetor para nos salvar. Precisamos impedir que a casa Jaerle chegue aos antigos portais élficos, aquele que nos possibilitou salvá­lo há alguns dias. Acho que o Convicto é a nossa melhor chance de nos aproximarmos do Passo dos Entes

Nerval concorda com seus argumentos e conNerval concorda com seus argumentos e convence o Conselho a nomear Targen, O Convicto, como Alto Conselheiro. Targen cumpre com sua proposta e estabelece postos de guarda nos limites da floresta de Cormanthor...

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Diário de Campanha

 


1372 CV - O Ano da Magia Selvagem

23 Lei da Chama
  • Os personagens realizam a escolta da caravana de Markas pelo Vale da Batalha. Na estrada conhecem o velho "Limbo". 
  • Chegando à vila de acaso, Limbo desaparece deixando para trás uma misteriosa moeda de prata.
  • Conhecem o ferreiro Beldac Casa Férrea.
  • São informados sobre "O Carrasco", uma abominável criatura que vem assolando a região.
  • Decidem resgatar os irmãos Olryck e Ildir, que haviam partido por conta própria para a colina Dente do Acaso. 
  • Na antiga torre da Colina Dente do Acaso, os personagens conhecem o mago Davkas Draconato e decidiram ajudá-lo a encontrar seu grimório, que havia sido roubado pelos órfãos. Os personagens não quiseram entregar a Davkas a moeda deixada por Limbo para que fosse examinada.
  • Adentram uma ravina que existe no primeiro andar da torre e descem até uma rede de cavernas. Eles encontram Mites, Goblins e Centopéias Monstruosas.
  • O grupo encontra Ildir na antiga fortaleza Drow. O garoto estava inconsciente em uma sala, rodeado de goblins carbonizados, mas não se lembrava de muita coisa, apenas de que seu irmão havia sido levado pelo carrasco.
  • Lira abre uma passagem secreta que leva a um laboratório de alquimia. Deitado em uma mesa eles encontram em estase o renegado Drow Veszzyr Noq'Tyl, que passava por um ritual de transformação em drider.
  • Com o auxílio de Davos, eles  seguem as trilhas deixadas pelo irmão de Ildir, encontrando no caminho a ladina Maja, que também estava atrás da recompensa pela cabeça do Carrasco.
  • Veszzyr e Maja decidem se juntar ao grupo por enquanto.
  • Davos consegue domar um Cão Goblin.
  • Olryck estava preso em uma cela na sala onde se encontrava O Carrasco. Uma clériga de Lolth se revelou e segurou o garoto como refém, o grupo tentou negociar, mas ele acabou sendo salvo por Maja que atacou furtivamente a Drow. Os personagens não tiveram problemas para derrotar O Carrasco e sua mestra.
  • Houve uma grande celebração na taverna "Coincidência", na cidade de Acaso. Maja, Davos e Lira tentaram um golpe para roubar um artefato no Santuário de Lathander durante a noite, mas não foram bem sucedidos. Kevan tomou vinho demais e sofreu com uma reação alérgica ao ter contato com o Cão Goblin de Davos (por pouco ele tambpem não vomitou sobre o meio orc).
24 Lei da Chama
  • Os personagens deixaram Acaso e seguiram a Estrada de Rauthauvyr ao noroeste em direção à Essembra. 
01 Eleasias (Encontro dos Escudos)
  • O grupo chegou à cidade de Essembra, a capital do Vale da Batalha. O Encontro dos Escudos estava sendo celebrado.
  • O circo "Triunfo" estava se apresentado na cidade.
  • Kevan conheceu Chzandra Stayanoga, uma Maga Vermelha, que deu a ele permissão para visitar o enclave dos Magos Vermelhos na cidade e negociar itens mágicos. Kevran comprou um anel de proteção a um preço muito baixo.
  • Após conhecer Lorde Ilmeth e clamar sua recompensa sobre a cabeça do Carrasco, o grupo foi encontrou Linos nas ruas, que tentou roubá-los. 
  • Limbo apareceu novamente e esclareceu um pouco ao grupo sobre a moeda que havia deixado para trás.
  • O grupo deixou à cidade após se reabastecer e partiu novamente, desta vez com destino ao Vale da Névoa.
03 Eleasias
  • Uma bifurcação na estrada deu aos personagens duas opções sobre qual caminho seguir. Davos conversou com Markas e o convenceu de que a melhor opção seria uma trilha que passava por fora da floresta de Cormanthor.
  • O grupo passou por uma ponte sobre um rio onde um elemental da água, que assumiu a forma de uma mulher, cobrava pedágios pela passagem. Davos arremessou dez peças de ouro no rio para acalmar o espirito da natureza.
04 Eleasias
  • O grupo chegou às "Terras Livres de Sharin", uma fazenda que havia sido saqueada por Drows.
  • Saevros Altocéu abordou os personagens, esclarecendo a eles sobre o que havia acontecido, e os guiou até um acampamento Drow, para onde os sobreviventes haviam sido levados como escravos.
  • O personagens presenciaram um encontro dos líderes da Casa Jaelre com um Draegloth, que acabou sendo assassinado por Jezz, o Coxo.
  • Maja abriu uma jaula que continha um grupo de Quagoths, e as bestas acabaram por massacrar os Drows no acampamento. O grupo então teve de lidar com os monstros.
  • Com a libertação dos escravos, Saevros agradeceu e revelou que faz parte de uma tribo de guardiões de antigos portais élficos que se conectam a outros pontos de Cormanthor.
  • O grupo partiu e na mesma noite chegou a Vau Ashaben. Eles ficaram hospedados na casa de Eryn.
05 Eleasias
  • Pela manhã Maja se infiltra no quarto de Eryn. Ela percebe a aproximação de uma pessoa e se esconde debaixo da cama. Maja tentou surpreender o invasor mas foi descuidada e ele fugiu antes que ela pudesse fazer qualquer outra coisa. Tudo o que a ladina pôde ver foram pernas que provavelmente pertenciam a um Halfling, Gnomo ou a uma criança humana, e um par de botas bem peculiar...
  • Ocorre o casamento de Eryn Chival com Aldred Atham, mas um atentado por um assassino misterioso põe em risco a vida da irmã de Markas.
  • O assassino é capturado graças aos esforços de Kevan e Buran. O homem, que perdeu um olho ao ser atacado por uma águia celestial invocada por Kevan, revelou ser um Drow.
  • Lira descobriu que se tratava de um agente da casa Jaelre, e que ele supostamente teria sido contratado por um dos conselheiros. Ela não teve tempo de conseguir mais detalhes.
  • Almaes, um gnomo alquimista, descobriu que Eryn havia sido envenenada por um composto destilado  da rainha de uma espécie de viuva negra gigante que só existe na Floresta das Aranhas, no Vale das Sombras. 
  • O grupo precisou decidir entre viajar à Floresta das Aranhas e conseguir uma amostra do veneno para que fosse preparado um antídoto, ou ir ao Campos dos Túmulos, além da Província das Feras, para procurar por Nerval Vigilante, um clérigo de Tyr que teria poder suficiente para curar Eryn com magia. Lira sugeriu que deixassem a sorte decidir, e propôs que jogassem a moeda de limbo. O resultado "cara" decidiu que deveriam ir ao Campo dos Túmulos.
  • Kevan lembrou-se de que Saevros Altocéu mencionou portais élficos em sua vila na floresta de Cormanthor que levavam a diversos lugares nos vales. Depois de discutirem entre si, eles decidiram buscar a ajuda de Saevros, na tentativa de alcançar o Campo dos Túmulos mais rapidamente através dos portais.
  • Eles compraram seus primeiros cavalos nos estábulos de Kaulvaeras Manto Cinza, um meio-elfo da lua (Kevan e Maja o convenceram de dar um desconto).
  • Seguiram viagem e passaram por uma estalagem. Já era de noite mas eles decidiram não parar para descansar. 
  • Foram emboscados por um bando de Gibberlings na floresta. Kevan disse que se tratavam de criaturas do Subterrâneo. No combate Buran caiu de seu cavalo, que entrou em pânico e disparou pela floresta.
  • Próximos a um rio foram surpreendidos por Saevros, que espreitava no topo de uma árvore. Ele os levou até a vila dos elfos da floresta.
  • Na vila eles conheceram Elros Passo dos Entes, um ancião que não ficou feliz em saber que Saevros havia trazido "n'Tel-Quessir" junto com ele. Os elfos da floresta decidiram deixar que o grupo utilizasse os portais élficos, mas Elros quis vetar a decisão deles por ser o mais antigo no povoado.
  • Um Ente, que posteriormente viria a se apresentar como "Gravetosso" a Maja, interrompeu Elros e o convenceu a permitir a passagem dos aventureiros.
  • Eles atravessaram um dos portais. Saevros disse que precisaria ficar de guarda para vigiar a entrada do portal enquanto ela estivesse aberta. 
  • Os personagens seguiram por uma trilha e foram emboscados por um grupo de goblins e hobgoblins. Kevan lançou seu leque cromático, abreviando o encontro.
  • Ao investigar o local, eles encontraram uma espécie de golem mecanizado que trazia o símbolo de Gond, o deus artífice, marcado em seu corpo. 
  • Davos e Veszzyr encontram o grupo momentos depois do confronto. 
  • Davos cai em uma armadilha preparada pelos goblinóides e seu cavalo fica gravemente ferido. Veszzyr executa o cavalo de Davos e o meio-orc fica furioso, atacando o drow com seu machado. Veszzyr quase morre, mas Davos o cura logo em seguida.
06 Eleasias
  • Após uma noite de descanso em um abrigo improvisado construído por Buran, os personagens chegam ao Campo dos Túmulos.
  • Eles enfrentam esqueletos, zumbis, carniçais, e um necrophidius, até que encontram Nerval Vigilante sendo atacado por uma sombra em uma cripta.
  • Eles resgatam o clérigo, que os informa ter sido vítima de uma emboscada armada pelos drow.
  • Juntos eles saem do local antes que a noite caia por completo. No caminho de volta, decidem para para descansar. Buran encontra uma pequena caverna onde eles preparam uma fogueira. Davos consegue capturar um javali para que todos possam comer.
  • Veszzyr revela a Nerval o segredo dos elfos de Aerthor quando o grupo retorna à vila.
07 Eleasias
  • O grupo chega em Vau Ashaben em companhia de Nerval Vigilante, que prontamente cura Eryn através de sua magia.
  • O clérigo de Tyr propõe uma investigação para expor os culpados pelo atentado à vida da conselheira.
  • Ocorre uma reunião de emergência do conselho, onde todos são informados sobre a suspeita de uma conspiração. Nerval e Nelyssa pedem ao Alto Conselheiro que permita a participação dos aventureiros acreditando na imparcialidade e no valor deles.
  • Vesszyr perdeu a paciência durante a discussão e desacatou Ulwen Sharin, em seguida se retirou chamando os conselheiros de "burgueses".
  • Na mesma tarde Kevan e Davos levaram o golem mecânico à casa de Almaes, onde conheceram Nelin, um gnomo clérigo de Gond vindo de Lantan, que se propôs a consertar a máquina.
  • Durante à noite, Markas encontrou-se com o grupo na taverna Os Braços de Vau Ashaben. Os aventureiros pediram a ele privacidade para discutir seus achados. Markas convenceu Nelin que também estava hospedado na taverna, a espionar o grupo pois acreditava que dentre eles havia uma pessoas que não era de confiança.
  • Nelin estourou a tranca da porta do quarto deles com um tiro de sua pístola, mas o grupo não permitiu que ele ficasse. Buran se irritou com o gnomo e saiu do quarto, indo ao encontro de Markas no andar inferior.
  • Veszzyr passou a noite vigiando Ulwen Sharin na estalagem Cervo Branco e descobriu que ela havia alugado todo o andar superior para ter privacidade.
08 Eleasias
  • Os personagens conheceram a oficina de Almaes e seu amigo Nelin, um gnomo de Lantan. Kevan deixou seu Homem de Gond para reparos.
  • Os personagens acompanham Nelyssa até a prisão e descobrem que o assassino drow foi morto antes que pudesse revelar qualquer informação.
  • Kevan descobre que a moeda de Limbo é um item mágico que permite falar com os mortos. O grupo usa a moeda no cadáver do drow e descobre que ele foi assassina por Seymor e que existem traidores entre os conselheiros.
  • Durante a noite, o grupo é abordado por Seymor, que luta com eles invocando monstros de sombras. Eles derrotam o mago mas descobrem que se tratava de apenas de um simulacro dele.
  • Os personagens recebem um recado de Saevros pedindo-os para encontrá-lo em uma estalagem na estrada.
  • Saevros Altocéu é assasinado por Benyl.
  • Quando os personagens chegam encontram o corpo do meio-elfo. Davos faz um funeral e fica com o arco de Saevros. Em um dos assassinos encontram uma carta marcando um encontro com "D" no Véu de Veludo.
09 Eleasias
  • Markas é preso, erroneamente acusado de praticar necromancia. Ele revela aos personagens que na verdade é um dhampyr e que Eryn é descendente direta de Aencar, o Rei de Manto.
  • Markas diz que o Circo do Triunfo, previamente encontrado pelos personagens em Essembra, acaba de chegar na cidade, e que na verdade são aliados harpistas disfarçados.
  • Lira usa seu chapéu do disfarce para se passar por Nelyssa e tira Markas da prisão. Ela pede a ele que fuja com Eryn e Aldred para o Vale da Adaga por um tempo, com ajuda dos harpistas.
  • O grupo vai até a estalagem Véu de Veludo. Buran sai sozinho um pouco antes e é capturado por drows. Kevan fica invisível e espiona uma reunião entre Dumic e Benyl, descobrindo que Dumic e Alena são traidores.
  • Os personagens conhecem Ito.
  • Uma drow surge pouco tempo depois com Nelyssa rendida e uma batalha se segue. 
  • Benyl escapa e deixa Seymor em seu lugar. Seymor invoca seu demônio mas Ito destrói a criatura. 
  • Seymor prende os personagens com tentáculos invocados das sombras. Kevan consegue derrotá-lo com suas próprias invocações mas não antes que Dumic mate Nelyssa, que não pode se defender.
  • Antes de morrer Nelyssa agradece Kevan e pede aos personagens que contem a verdade a Nerval Vigilante.
  • Lira intimida Dumic, que conta aos personagens que os shadovar procuram um pergaminho mágico que foi perdido em um Mythal Élfico.
10 Eleasias
  • Dumic e Alena são presos para serem julgados.
  • Haresk Malorn renuncia.
  • Lira tenta convencer Nerval de assumir o cargo de Alto Conselheiro, mas ele não aceita a proposta dizendo que isso seria contra as leis do reino.
  • Nerval pede ajuda dos personagens para decidir quem indicar como novo Alto Conselheiro. O consenso do grupo decide por Targen, O Convicto.
  • Targen Assume como Alto Conselheiro.
  • O gnomo alquimista Almaestaddamir Velicastelo e Nerval assumem as posições de Dumic e Alena no conselho.
  • Gilfarion Falconídeo assume como novo capitão da guarda.

23 Eleasias
  • Veszzyr aparece após um longo período de ausência. Ele convida o restante do grupo a segui-lo e diz que uma pessoa deseja conversar com eles. 
  • O grupo segue Vezzyr até um acampamento de drows bons, seguidores de Eilistraee. Os personagens conhecem G'eldolin, uma clériga de Eilistraee que havia salvo Vezzyr no passado; Storm Mão Argêntea e Charis, um harpista e membro do Circo do Triunfo que a acompanha.
  • Storm convida Lira a se juntar aos harpistas. Lira aceita o convite e recebe o broche harpista. Sua missão inicial é lutar contra a ameaça dos drows de Vhaeraun em Cormanthor.
  • Charis desafia Ito para um duelo utilizando sua máscara mágica do Shogun. Ito perde o duelo e depois tenta uma revanche, que também não da certo. Após o desafio, Ito rouba um beijo de Charis. Charis promete a Ito um segundo desafio em outra ocasião, apostando as máscaras do Shogun e do Shinigami.
  • Kevan, que bebeu demais, desabafa com Davos e conta a ele que tem sentimentos por Lira, mas ele logo fica inibido ao ver alguma intimidade entre a barda e Storm.
  • G'eldolin explica aos personagens sobre o Panteão Élfico. Ela diz que Eilistraee agora apoia os harpistas.
  • Storm e Charis se apresentam a todos como harpistas e pedem apoio à sua causa.
24 Eleasias
  • Ito acorda pela manhã e encontra uma máscara de Ôni ao seu lado.
  • Os personagens retornam à Vau Ashaben.
  • Kevan sai da cidade para fazer testes com seu homem de Gond recém reparado. Na estrada e encontra o mago meio-orc Kyrosh do Mundo em um duelo arcano com a maga vermelha Chzandra Stayanoga. Kevan decide não tomar lados e interrompe o combate. Chzandra vê a ação dele como traição e promete vingança.
  • Kyrosh convida Kevan conhecer sua guilda de magos, a Ordem do Códex Infinito. Kevan concorda com a proposta e Kyrosh os teletransporta até Mathghamnha, sede da organização. Kevan conhece Japheth, líder da guilda que convida a se juntar a eles. Kevan aceita com a oferta  e acaba revelando a Japeth o que descobriu sobre os pergaminhos do Nether. Japheth diz que já vinha sendo informado sobre os feitos de Kevan, e revela a ele que o Códex Infinito é na verdade composto de três pergaminhos do Nether.
  • Kevan permanece uma semana em Mathghamnha realizando sua iniciação. Quando retorna para Vau Ashaben, ele deixa seu golem para tomar conta de seus aposentos.
  • Davos parte para a floresta. Ele liberta seu lobo, Ulfur, e doma Skuggi, um camaleão gigante.
08 Eleint
  • Ito encontra-se com Limbo. Nesse momento a máscara do Oni revela ser um espírito vivo. Os três têm uma conversa. Limbo dá a Ito uma de suas moedas. Ito dá ao Oni o nome de Kabu, e aceita levá-lo consigo.
  • Targen convoca o grupo e diz que uma aliada sua, a ninfa chamada Faelith, avistou um grupo de drows carregando prisioneiros, dentre eles um anão que pode ser Buran, pelo interior da floresta em direção ao nordeste. Ele pede aos personagens que o levem a Aerthor para negociar com os elfos da vila.
  • Chegando em Aerthor o grupo encontra Elros acompanhado de um grupo de drows de Lolth. Uma drow do grupo está mortalmente ferida. 
  • Davos chega um pouco depois acompanhado de Kevan, e doma a aranha gigante que pertencia a ranger drow morta. Ele decide manter seu nome original: Schalla.
  • O grupo dos drow é composto pela alta sacerdotiza Quenthel Baenre, o draegloth Jeggred, e o guerreiro Ryld Argith. 
  • Quenthel revela ao grupo que Lolth ficou silenciosa há dez dias, e todos seus seguidores perderam seus poderes. Ela e seu grupo investigaram o fenômeno e descobriram que a Rainha Aranha estava morta, assassinada por Vhaeraun. Isso a a sociedade drow no subterrâneo mergulhar no caos e uma guerra civil se seguiu. Tentando estancar as chamas da rebelião no subterrâneo, Quenthel procura vingança contra os seguidores de Vhaeraun.
  • Após uma conversa tensa com o grupo, na qual Quenthel chegou a ameaçar Lira e arranhou o rosto da barda, os dois grupos chegaram a um acordo de mútuo de paz. Uma possível aliança temporária contra os inimigos em comum foi cogitada.
  • Quenthel também informa ao grupo que os drow fizeram sua base nas ruínas do Forte Minauth, próximo à Corte Élfica, mas que o local é protegido por um Mythal poderoso.
  • Elros Passo dos Entes, agora em posse de um cajado encontrado pelo grupo de drows, diz que finalmente poderá reativar o Mythal de Aerthor e proteger a vila. Como pagamento, ele abre para os drow um portal que leva além do Myhtal e torno do Forte Minauth.
  • Targen e Elros discutem a aliança, e conseguem chegar a um acordo.
  • Elros apresenta o grupo a Lorelei, uma arcanista vinda de Encontro Eterno para estudar os Mythal. Elros convida os personagens, que planejam utilizar um portal para chegar à Corte Élfica pela manhã, a passar noite em Aerthor.
09 Eleint
  • Quando os personagens acordam, o grupo de Quenthel já partiu.
  • Obscura sobrevoa Aerthor e destrói a cidade com uma névoa de sombras. Elros e Gravetosso abrem os portais para que o grupo e os sobreviventes escapem. Os dois ficam para trás para assegurar a fuga.
  • O portal leva o grupo até algum lugar distante na parte leste da floresta. Davos e Lira determinam a localização do grupo com seus conhecimentos. 
  • Lira decide mudar o curso e seguir em direção ao Forte Minauth.
  • O grupo é atacado por um bando de gnolls, que usam uma armadilha de óleo e fogo grego. 
10 Eleint
  • Frente a forte chuva que cai, Davos prepara um abrigo para o grupo em uma gruta. A habitação não resiste à tempestade. Após ser exposto ao clima extremo e ao ambiente da gruta onde estavam, Kevan fica doente. Davos tenta curá-lo com magia, mas não obtém sucesso.
12 Eleint
  • Ao encontrar uma riacho, o grupo faz uma parada para se abastecer com água. Um elfo ferido (Voron) surge da mata pedindo socorro. Ele está sendo perseguido por um licantropo meio-orc (Borug).
  • O grupo derrota Borug com elementais de água invocados por Kevan, uma bola de fogo conjurada pelo mago, e o letal ataque de Davos em forma animal de rinoceronte.
  • Momentos depois surge um grupo de outros licantropos. Eles fazem parte do Povo do Sangue Negro, seguidores de Malar, deus da caçada.
  • Lira encerra o confronto de forma excepcional, intimidando os inimigos e os convencendo de que é melhor irem embora.
  • Antes de ir o grupo se identifica como: Vakennis (humana inquisidora), Thastek (anão ranger), Sadaer (elfo selvagem druida) e Erewyr (elfo das florestas). 
  • Lira respondeu: "Somos Kevan, o Invocador do Infinito; Davos, o Mestre das Feras; Ito, o Retalhador Mascarado; e Lira Canção Errante. E, ah! Já ia me esquecendo! Aquela dali é Lorelei, A Dama Chamuscada."
  • Os grupos seguem rumos independentes depois do encontro.
  • Voron percebe que o grupo também está ferido e espoliado. Ele oferece ajuda levando-os até sua cidade, Árvores Enroladas. Os personagens aceitam a oferta.
13 Eleint
  • A condição de Kevan piora no caminho.
14 Eleint
  • O grupo chega a Árvores Enroladas e imediatamente leva Kevan até a druida Einirn, uma centaura, que começa a tratar o mago com a ajuda de Lorelei.
  • Davos fica preocupado com Voron, suspeitando de que ele possa se tornar um licantropo e fala isso com Einirn. Ela pede que ele recupere acônito em um local na floresta para que possa preparar uma poção de cura. Davos sai imediatamente com Voron.
  • Davos encontra as ervas na beira de um antigo lago que havia sido palco de uma batalha esquecida pelo tempo entre orcs e elfos. Voron comenta a respeito e Davos compartilha algumas palavras de sabedoria. Logo depois os dois são atacados por um urso-coruja ferido. Davos tenta apaziguar a besta, mas não obtém sucesso e tem de matá-la. Sugundos depois um dragão verde sobrevoa o local carregando outro urso coruja. Davos coleta as plantas e retorna em forma de águia carregando Voron, que entrou em pânico com a visão do dragão.
  • Após entregar o acônito para Einirn, Davos se encontra com Lira e Ito na taverna, onde conhecem o bardo e vendedor de itens mágicos, Celadel.
  • Celadel conta a história de Árvores Enroladas e do dragão Venenominhandar ao grupo.
15 Eleint
  • Kevan, inconsciente, tem um pesadelo onde confronta Azahmomn, o Eidolon demônio de Seymor. Azahmomn oferece o poder das sombras ao mago, mas ele nega. O demônio tenta possuí-lo, mas Kevan é protegido pelos apanhadores de sonhos de Einirn. Ele acorda logo em seguida.
17 Eleint
  • Com Kevan plenamente recuperado, o grupo se reúne na taverna. Eles bebem durante a tarde e até mesmo Lorelei se junta a eles.
  • A elfa da sol acaba compartilhando com o grupo a história de sua família. Ela também diz que seu irmão veio a Cormanthor em uma missão perigosa para Encontro Eterno, e que se voluntariou apenas para vir com ele.
  • Kevan promete ajudá-la a encontrá-lo.
  • Lira tem a idéia de convencer o dragão verde a ajudar o grupo contra os drow.
  • O grupo gosta da ideia e decide rastrear o dragão até seu covil.
  • Uma garçonete pede um favor, entregando a eles o bilhete deixado por um aventureiro.
  • Lira reconhece a escrita e a assinatura como a de um antigo conhecido seu, Jared. Ela pede ao grupo que antes tentem procurar pelo seu amigo.
18 Eleint
  • O grupo segue marcações deixadas por Jared até antigas ruínas élficas, onde a trilha some e há sinais de combate recente.
  • As ruínas estão protegidas por uma ilusão, mas Lorelei consegue dissipá-la.